
quarta-feira, 18 de março de 2009
Pensamento do dia...

Sobre Deus e a Ciência
Há alguns séculos, desde a consolidação da ciência e de seu modo de entender o mundo, a religião começou a perder seu monopólio. Seu ponto de vista não era mais soberano. Suas posições eram questionadas e novos paradigmas eram propostos. As duas visões – a científica e a religiosa – pareciam estar cada vez mais distantes. No entanto, encontrei um raciocínio que pode, finalmente, acabar com este ferrenho embate.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
A difícil tarefa de ninar
Trovinhas
diz que é violento.
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Marcelo Camelo - Sou
Escutei poucas vezes o disco (já que o descobri hoje), mas já foi o suficiente para ver que vai ser um desses que eu escuto muito por um tempo. Recomendo o "play" acima para curtir.
Chamaram a minha atenção principalmente as músicas Doce Solidão (que tem uma levada meio praia, meio Jack Johnson), Janta (parceria com a adolescente Mallu Magalhães, a música é bem simples e bonita, e combina bem os vocais e os violões dos dois) e Liberdade (parceria com o monstro da sanfona Dominguinhos).
O trocadilho da capa também ficou interessante. Nunca tinha reparado que "sou" visto ao contrário e de cabeça para baixo vira "nós". Um bom disco para escutar e se sentir bem...
Na internet
Página Oficial - MySpace
Comprar disco no submarino (R$ 19,90)
Baixar disco - 4shared
domingo, 16 de novembro de 2008
Broadcast 2000 - Building Blocks EP
Indie Rock feito em casa
por Gui Campos
Conheci o Broadcast 2000 de uma maneira curiosa. Estava trabalhando, editando um vídeo para uma agência de publicidade, desses típicos com foto e texto, que se você coloca uma música que encaixe já tem meio caminho andado. Não estava satisfeito com as opções de música, e continuava provando se alguma se encaixaria melhor.
Então me chega um email de uma amiga dizendo só o seguinte: "Curte esse videoclipe, que genial" com um link para o youtube. Era o videoclipe para a música "Get up and go". Cliquei, e confesso que não prestei muita atenção na música. O vídeo é simples e criativo: o típico efeito de congelar o tempo, como no clipe do "Like a rolling stone", mas de sacanagem. Todas as pessoas na verdade estão como jogando estátua, parecido com o clipe da Asa que eu já postei aqui no blog. Mas com a diferença que colocam elementos em movimento para você perceber que é de sacanagem.Quando acabou o clipe eu não sabia se a música era boa, do que falava, nem nada. Mas lendo os comentários vi muita gente elogiando o som. Resolvi rever para escutar a música direito dessa vez. E qual não foi minha surpresa ao ver que além de muito boa, encaixava perfeitamente com o vídeo que estava editando.
As músicas misturam violoncelo com ukulelê, glockenspiel, baixo, banjo e arranjos vocais com muito bom gosto. Um típico indie rock inglês, dos melhores.
Sei poucas coisas sobre eles. Sei que "eles" na verdade é uma pessoa só: o multi-instrumentista Joe Steer. Sei que ele escreveu, gravou, mixou e masterizou esse disco em seu quarto, num apartamento no norte de Londres, mas que já assinou com uma gravadora para colocá-lo a venda. E que quando se apresenta ao vivo ele toca guitarra e faz os vocais, e conta com Andrews no glockenspiel, Banner na percussão e Underdown no violino.
Na internet
Página oficial
My Space
Videoclipe Get Up and Go
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
No se me importa un pito
No se me importa un pito que las mujeres
tengan los senos como magnolias o como pasas de higo;
un cutis de durazno o de papel de lija.
Le doy una importancia igual a cero,
al hecho de que amanezcan con un aliento afrodisíaco
o con un aliento insecticida.
Soy perfectamente capaz de sorportarles
una nariz que sacaría el primer premio
en una exposición de zanahorias;
¡pero eso sí! -y en esto soy irreductible- no les perdono,
bajo ningún pretexto, que no sepan volar.
Si no saben volar ¡pierden el tiempo las que pretendan seducirme!
Ésta fue -y no otra- la razón de que me enamorase,
tan locamente, de María Luisa.
¿Qué me importaban sus labios por entregas y sus encelos sulfurosos?
¿Qué me importaban sus extremidades de palmípedo
y sus miradas de pronóstico reservado?
¡María Luisa era una verdadera pluma!
Desde el amanecer volaba del dormitorio a la cocina,
volaba del comedor a la despensa.
Volando me preparaba el baño, la camisa.
Volando realizaba sus compras, sus quehaceres...
¡Con qué impaciencia yo esperaba que volviese, volando,
de algún paseo por los alrededores!
Allí lejos, perdido entre las nubes, un puntito rosado.
"¡María Luisa! ¡María Luisa!"... y a los pocos segundos,
ya me abrazaba con sus piernas de pluma,
para llevarme, volando, a cualquier parte.
Durante kilómetros de silencio planeábamos una caricia
que nos aproximaba al paraíso;
durante horas enteras nos anidábamos en una nube,
como dos ángeles, y de repente,
en tirabuzón, en hoja muerta,
el aterrizaje forzoso de un espasmo.
¡Qué delicia la de tener una mujer tan ligera...,
aunque nos haga ver, de vez en cuando, las estrellas!
¡Que voluptuosidad la de pasarse los días entre las nubes...
la de pasarse las noches de un solo vuelo!
Después de conocer una mujer etérea,
¿puede brindarnos alguna clase de atractivos una mujer terrestre?
¿Verdad que no hay diferencia sustancial
entre vivir con una vaca o con una mujer
que tenga las nalgas a setenta y ocho centímetros del suelo?
Yo, por lo menos, soy incapaz de comprender
la seducción de una mujer pedestre,
y por más empeño que ponga en concebirlo,
no me es posible ni tan siquiera imaginar
que pueda hacerse el amor más que volando.